É um poema de que gosto muito... Conheci-o numa gravação que ouvi do João Villaret no Teatro São Luís. Declamado por ele, é ainda mais impressionante. De alguma maneira, fala da medida deste "q.b." que me sinto chamada a viver...
Aqui fica, de Fausto Guedes Teixeira:
Amar ou odiar:
Ou tudo ou nada!
O meio termo é que não pode ser!
A alma tem de estar sobressaltada
Para o nosso barro se sentir viver!
Não é uma Cruz se não se quer pesada...
Metade de um prazer, não é um prazer!
E quem quiser a vida sossegada
Fuja da vida e deixe-se morrer!
Vive-se tanto mais quanto se sente.
Todo o valor está no que sofremos.
Amemos muito como odiamos já!
A verdade está sempre nos extremos
Pois é no sentimento que ela está.
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